Justiça do Trabalho nomeia diretor da CUT para administrar sindicato

“O Sindicato dos Trabalhadores Calçadistas de Jaú foi praticamente destruído por sua antiga direção”. Esta é a primeira informação anunciada por Francisco Wagner Monteiro, coordenador da CUT na região de Bauru, que foi nomeado administrador provisório da entidade sindical cuja direção foi denunciada por  um ex assessor por corrupção. Contratação de funcionários fantasmas e outros “esquemas” que teriam beneficiado membros da diretoria, foram relatados por José Ferreira ao Ministério Público do Trabalho. O caso está sendo investigado.

Já a Justiça do Trabalho determinou há mais de 2 anos a realização de novas eleições para diretoria. A ordem foi descumprida pela antiga direção liderada pelo ex-vereador  Dema, que se intitulava tesoureiro do maior e mais importante sindicato do setor industrial da cidade de Jau. A multa pelo descumprimento da ordem judicial pode chegar a 2 milhões de reais.

Ocorrências

A Justiça do Trabalho determinou a intervenção no sindicato a partir do dia 06 de abril e nesta terça (07), Monteiro foi até Jaú para tomar pé da situação administrativa da entidade. Na ocasião, o administrador judicial abriu um boletim de ocorrência policial contra Dema, pela apropriação  de 1 computador, folhas de cheques e uma quantia em dinheiro

Eleições

De acordo com a decisão judicial, deverão ocorrer novas eleições para que o sindicato  volte à normalidade. Monteiro avalia que este será seu principal papel. “Vamos tomar pé das questões administrativas do sindicato e tentar descobrir o tamanho do prejuízo deixado pela fraude cometida pelos que se apossaram do sindicato.  A realização de novas eleições, limpas e transparentes para devolver o sindicato aos trabalhadores,  será nosso principal objetivo”, avaliou o novo administrador.

Prejuízos

A fraude da antiga diretoria resultou em vários prejuízos para os trabalhadores que se encontram sem acordo coletivo há mais de 2 anos. “Muitas empresas se aproveitaram da situação para congelar salários e benefícios”, denunciou Monteiro.

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