Jaú precisa de 60 PMs mas recebe apenas 9

A necessidade de aumento do contingente de PMs  nas ruas de Jaú já foi apontada pelo comando da corporação na cidade. No entanto, o anúncio da chegada de apenas nove policiais militares para reforçar o efetivo no município, de cerca de 144 mil habitantes, gerou polêmica na sessão da Câmara na segunda-feira (14). Pelo menos 60 PMs são necessários para adequar o contingente à demanda da cidade. Este número foi apontando em um estudo de planejamento de ações feito pelo próprio comando da Polícia Militar em Jaú

 

Muitos vereadores usaram o tempo de expediente na tribuna da sessão para relembrar as inúmeras promessas do governo Geraldo Alckmin (PSDB) de que haveria ampliação do efetivo policial, promessa que é ouvida em diversos municípios do Estado.

 

População cobra

O vereador Wagner Brasil  argumenta que é abordado por jauenses relatando falta de segurança em vários pontos da cidade. Ele cita inúmeros furtos na escola estadual do Jardim Pires. “Estamos pedindo para Segurança Pública do governador (Geraldo Alckmin) de colocar um guarda”, pontua. Ele cita ainda a reclamação de moradores das proximidades da praça do Museu Municipal, na avenida  João Ferraz de Neto, e os moradores do Jardim Paineiras reclamam da insegurança.

Jaú desponta com um crescimento populacional com cerca de 144 mil habitantes, segundo  IBGE. O vereador Roberto Carlos Vanucci comenta que já fez mais de um requerimento solicitando aumento de efetivo. Relata que após um pronunciamento seu na tribuna do Legislativo jauense, no dia seguinte, foram assaltadas três residências do Jardim Bela Vista, “à luz do dia”. Sugeriu a ineficácia do envio de nove PMs já que um estudo da corporação apontou a necessidade de no mínimo 60.

Mais atenção

“Jaú merece mais atenção, principalmente no quesito segurança pública. A gente aceita e agradece os nove homens. Como sempre Jaú fica à deriva. Lembram da duplicação: Duplicaram? Palavra dada aqui por pessoas que têm grande influência. Se considera braço direito do governador (Geraldo Alckmin). Se for braço direito, o governador está maneta”, ressalta Vanucci, ao usar seu tempo na tribuna durante o período de expediente da sessão.