Golpe foi para reduzir salários e direitos trabalhistas

Os direitos trabalhistas estão em risco com as medidas do governo golpista e provisório de Michel Temer, afirmaram a presidenta eleita Dilma Rousseff e seu ministro do Trabalho e Previdência, Miguel Rossetto, durante bate-papo nas redes socais, nesta segunda-feira (6).

Segundo Dilma, a principal conquista da classe trabalhadora no seu governo e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “foi a política de valorização do salário mínimo, pela qual o salário mínimo é sempre reajustado levando em conta a inflação do ano mais o crescimento do PIB”.

“Por minha iniciativa, esta política está assegurada até 2019. Temos um grande receio que o governo provisório e interino ponha um fim a essa conquista”, apontou. Na avaliação da presidenta eleita, uma das razões da tentativa do golpe está muito clara: produzir um arrocho salarial nos trabalhadores e reduzir os direitos trabalhistas no País. Para Dilma, os golpistas querem rasgar a CLT.

“Os ministros provisórios e interinos estão falando em reforma trabalhista. Para eles, reforma trabalhista ou flexibilização das relações de trabalho significam perda de direitos e conquistas”, destacou.

Dilma lembrou que seu governo sempre teve a preocupação de preservar os direitos trabalhistas inscritos na CLT. “O que é mais grave é que eles querem acabar também com a política de valorização do salário mínimo, que deu um ganho real acima da inflação de 76% desde 2006. Outra questão importante é o fato de que 70% dos aposentados ganham um salário mínimo e eles querem também desvincular as aposentadorias de 23 milhões de brasileiros e brasileiras do salário mínimo, o que vai resultar naquilo que acontecia na época do FHC: perda absoluta do poder de compra das aposentadorias pagas àqueles que trabalharam a vida inteira pelo Brasil”, completou.

Para Dilma, não há incompatibilidade entre preservar e ampliar direitos trabalhistas ao mesmo tempo em que gera empregos. “Nós mostramos isso entre 2003 e 2014. A crise atual pode ser superada sem impôr a conta aos trabalhadores. Exige escolhas políticas e negociação com as centrais sindicais para construir as melhores estratégias. Para nós, não são os trabalhadores que devem pagar o pato”, enfatizou.

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