Ministro de Temer defende terceirização, empresários apludem e trabalhadores pagam o pato

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, foi aplaudido por empresários durante um evento em São Paulo ao defender que o país precisa “caminhar no rumo da terceirização”, explicando que o projeto que permite isso deve ser votado com rapidez no Congresso Nacional. Segundo Padilha, a reforma trabalhista deverá vir em conjunto ou logo após a reforma da Previdência, sendo que as duas estão “no horizonte deste ano”. O PL 4330/2004 mencionado amplia a terceirização e legaliza a contratação de prestadoras de serviços para executarem as atividades para as quais as empresas foram constituídas (atividades-fim) e não apenas serviços secundários, como é hoje.

Os aplausos evidenciam que quem vai pagar o pato no governo Temer é o/a trabalhador/a.Com a suposta reforma, os empresário poderão economizar demitindo empregados contratados conforme regime CLT e terceirizar, seja com profissionais que possuem suas próprias empresas individuais e não contam com os mesmos direitos, apesar de baterem ponto todos os dias (os chamados PJs), seja com cooperativas ou empresas menores que, não raro, contratam trabalhadores de forma precária e sem os mesmos direitos. Isso levará a um comprometimento significativo dos direitos trabalhistas, com perda de massa salarial e de segurança para o trabalhador. Situações que hoje oprimem certas categorias podem ser universalizadas.

Se ele for aprovado, haverá grandes empresas, que concentram todos os lucros e nenhum empregado, e um grande número de empresas sem qualquer lastro financeiro ou independência, mas com todos os empregados. No médio prazo, isso tende a rebaixar salários médios em todos os setores.

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