Ipea diz que exportação de calçados e consumo interno melhoram indicadores da economia brasileira

A “crise” econômica dá claro sinal de perda de fôlego, desmontando o argumento furado dos patrões do setor do calçado para sugerir rebaixar o salário dos calçadistas de Jaú. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado segunda-feira (27), aponta com clareza que economia brasileira melhora graças à exportação de calçados, têxteis e madeira.

Como o site trabalhadoresdejau adiantou, em matéria publicada em 1 de junho, a pesquisa do Grupo de Conjuntura (Gecon/Ipea) relaciona a melhora dos indicadores econômicos com a alta do dólar favorecendo exportações do produto brasileiro.

Na contramão da melhora da produção e dos indicadores econômicos, os patrões do segmento calçadista de Jaú apresentaram uma proposta de repor apenas 5,5% da inflação que chega a 10%, o que representa rebaixamento de salários, proposta prontamente rechaçada pelo Sindicato dos Trabalhdores Calçadistas de Jaú.

Cresce produção

O estudo do Gecon mostra uma melhora no desempenho do setor calçadista em função do crescimento das exportações. A pesquisa aponta crescimento de 1,5% na produção de calçado, 3,2% de têxteis e 5,4% de madeiras, no primeiro trimestre de 2016. O Gegon frisa que estas atividades registraram trajetória negativa ao longo de todo o ano passado.

Não apenas os segmentos do calçado, têxtil e madeira tiveram aumento na produção. O Gecon citavariação positiva para a fabricação de produtos alimentícios, com alta de 12,3%, e para a fabricação de bebidas, que avançou 7,3%  em relação a abril de 2015.

 

Brasileiro compra calçado

Não apenas as exportações de calçados cresceram. O estudo do Gecon demonstra que o consumo interno de calçados também apresenta recuperação. O consumo do calçado brasileiro teve alta de 1% e o vestuário 3,7%. Na comparação entre o trimestre terminado em abril e o trimestre terminado em janeiro, o varejo restrito recuou 1,6%, após ajuste sazonal. Por outro lado, com o resultado de abril, o segundo trimestre inicia com um carry-over positivo de 0,3% (carry-over traz o bom resultado do período anterior).

Entre os oito setores que compõem o varejo restrito, apenas três registraram avanço na margem, com destaque para os grupos calçados (1%), vestuário (3,7%), tecidos, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo.

A análise do Ipea integra a Carta de Conjuntura nº 31, divulgada na segunda-feira (27) e pode ser acessada pelo link: http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=28025&catid=3&Itemid=3

A campanha salarial do Sindicato Calçadista de Jaú integra a Campanha Salarial Unificada da CNTRV/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo do Vestuário da CUT).

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