Em conquista histórica dos calçadistas, patrões se comprometem a acabar com banco de horas

 

Inflação seria reposta de uma única vez; criação do piso salarial e aumento real na cesta básica representam avanços nas negociações

Em reunião  segunda-feira  (18), o sindicato patronal apresentou a contraproposta sobre as reivindicações dos calçadistas para a campanha salarial. Um dos avanços é a retirada da cláusula do banco de horas do Acordo Coletivo. “O sistema de banco de horas prejudica os trabalhadores e por isso insistimos no fim desta cláusula.”, explicou Miro Jacintho, presidente do Sindicato.

Os patrões propõem ainda a reposição da inflação acumulada em 9,49%, em uma única parcela. O aumento real viria  na cesta básica, que seria reajustada em 12,49%, e o piso salarial da categoria seria de R$ 1.000,00. Atualmente as menores remunerações acompanham o salário mínimo nacional que é de R$ 880,00.

Assembleia poderá aceitar ou rejeitar

contraproposta patronal

Ao contrário das práticas da antiga direção, que não consultava a categoria antes de fechar o Acordo Coletivo, a atual diretoria do Sindicato convocará os calçadistas para decidir se rejeita ou aceita a proposta patronal. A assembleia geral será  realizada no dia 30 de julho, às 10 horas, na sede do Sindicato, localizado na rua Marechal Bitencort, 1188.

“A participação dos trabalhadores é de extrema importância. Não tomaremos nenhuma decisão de forma unilateral”, esclarece Miro Jacintho.

A campanha salarial do Sindicato Calçadista de Jaú integra a Campanha Salarial Unificada da CNTRV/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo do Vestuário da CUT), ampliando o poder nas negociações do setor calçadista em todo o Brasil.

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