Escola sem Partido é escola sem alma, sem debate, sem posição

A presidenta Dilma Rousseff participou de ato em defesa da educação, ciência, tecnologia e inovação, no campus de São Bernardo do Campo da Universidade Federal do ABC. Dilma condenou iniciativas do governo provisório de Michel Temer que representam enormes retrocessos na educação, como a PEC 241, que praticamente congela gastos da União em saúde e educação pelos próximos 20 anos. Além disso, ela também criticou o avanço das propostas do movimento Escola Sem Partido, que anulam a liberdade pedagógica no ensino ao proibir o debate político nas escolas.

“Essa proposta de teto é por 20 anos. Passarão 5 presidentes e ela (ainda) será executada. O que eles chamam de teto é a diminuição per capita do gasto em educação no Brasil. Por que eles fazem isso em saúde e educação? Porque são os dois gastos mais volumosos. Eles querem fazer uma proposta orçamentáris que não mantém o crescimento do gasto em duas áreas fundamentais”, enfatizou a presidenta.

A presidenta ressaltou também que ter posição é algo essencial e que é preciso defender a “sociedade da tolerância”:

“Escola sem Partido é escola sem alma, sem debate, sem posição. Nós vivemos em um momento que não cabe mais achar que uma perspectiva de gênero é algo que deve ser punido ou rechaçado. Não é possível um governo de homens brancos apenas. Tem que ter jovens, mulheres e negros. Tem que ter representação, pois saímos outro dia da escravidão”, ressaltou.

Os avanços conquistados na educação durante o governo dela e o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foram lembrados pela presidenta, como a expansão de 360% nos gastos com custeio das Universidade Federais, permitindo a interiorização da educação e o progresso no acesso ao ensino público.

“É necessário uma política contínua, daí o perigo do golpe. Nós duplicamos a quantidade de pessoas que tiveram acesso ao ensino público. A UFABC é uma prova, pela qualidade dos seus docentes, pelas suas contribuições na questão científica e tecnológica”, afirmou.

A presidenta eleita defendeu a ampliação das vagas nas universidade privadas, lembrando que 4 milhões de estudantes pobres chegaram ao ensino superior por meio do Prouni e do FIES. Recordando o êxito da estudante Suzane da Silva, que pôde estudar Medicina em uma universidade privada, graças ao Prouni, a presidenta repetiu o bordão “a Casa Grande surta quando a senzala vira médica”.

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