CPFL recusa dar aumento salarial e trabalhadores entram em greve por tempo indeterminado

Os trabalhadores da CPFL iniciam segunda-feira (25) uma greve por tempo indeterminado reivindicando reposição inflacionária, aumento real e reajuste dos benefícios. A data-base é 1º de junho portanto a reposição salarial da inflação deveria ser 9,32%, índice do IPCA. Pela manhã de segunda-feira, os trabalhadores farão uma assembleia na porta da empresa em Bauru, a partir das 7h30 avaliando a última proposta da empresa.

Francisco Wagner Monteiro, o Chicão da CUT, do Sinergia/Sindluz Bauru, ressalta que a CPFL não tem demonstrado o devido respeito aos trabalhadores que garantem a manutenção do serviço de energia elétrica e que tem mantido a duras penas este serviço para a população.

“A lucratividade desta empresa é fenomenal ao ponto de se tornar uma das maiores empresas de energia elétrica do País. Mas é uma das piores empresas para reconhecer o empenho dos trabalhadores. Afirmo que empresas são empresas em qualquer lugar. Os sindicatos é que são diferentes. O Sinergia respeitará a vontade dos trabalhadores, porque juntos somos mais fortes e direito que é nosso ninguém tira”, frisa Chicão.

Negociações

A empresa havia oferecido 9,32% parcelado, chegando a propor pagamento à vista porém somente a partir de 1º  julho, sonegando um mês. A data-base da categoria é 1º de junho. Na iminência da greve, a CPFL recuou e, agora, propõe 9,32%  a partir de 1º de junho, repondo o mês subtraído. O mesmo índice recaí sobre os benefícios monetários, mesmo vale refeição que atualmente é de R$ 340,00.

O piso salarial seria mantido em R$ 1.789,98. A PLR passaria de  1,4% para 1,5%, sendo que 1,11%  do resultado do serviço e 0,39% vinculado a metas atingidas. As demais cláusulas que os trabalhadores reivindicam, a CPFL propõe discutir em reuniões específicas ao longo do ano.

Os sindicatos rejeitaram esta proposta na mesa de negociações e defendem dois anos de acordo coletivo, manutenção das cláusulas atuais, 9,32% a partir de 1º junho de 2016,  11,36% sobre os vales refeição e alimentação e agendamento de reuniões em agosto para definir metas da PLR.

A direção da CPFL realizou cinco rodadas de negociação e somente convocou a sexta recuando da proposta após os trabalhadores convocarem greve para segunda-feira (25), a qual deve iniciar com assembleia de avaliação da última proposta da empresa.

Serviços serão mantidos

O Sinergia-CUT esclarece que os serviços prestados pela CPFL sofrem uma queda na qualidade, devido às demissões na área operacional, terceirizações,a não reposição da mão de obra, falta de investimentos em equipamentos e novas tecnologias, fato demonstrado para a sociedade no último período chuvoso. Porém o Sinergia-CUT garante que os serviços essenciais serão mantidos e a população não sofrerá nenhum prejuízo, como a falta de energia devido à greve dos trabalhadores.

 

cpfl

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