Trabalhadores da CPFL mantêm estado de greve e exigem negociação imediata

Os trabalhadores da CPFL aprovaram na manhã de quinta-feira (28) dois encaminhamentos, sendo a manutenção do estado de greve até o julgamento final,  marcado para 10 de agosto, e aprovaram a exigência da imediata reabertura das negociações. Os trabalhadores deixaram claro que o objetivo da greve não era o julgamento mas sim a reabertura de negociações.

Eles exigem a reposição inflacionária de 9,44% (ICV do Dieese com reajuste nos benefícios), 3% de aumento real de salário, 11,36%  de reajuste dos vales alimentação e refeição e dois anos de acordo coletivo, sem a vinculação de reajuste inflacionário.

Na manhã de quarta-feira (27), não houve acordo em audiência de conciliação no TRT da 15ª Região. A CPFL apenas ofereceu a mesma proposta anteriormente rejeitada pelos trabalhadores de 9,32% de reposição salarial e retroativo a 1º de junho, porém não extensivo ao piso salarial e aos benefícios. Esta proposta ridiculariza a categoria com apenas R$ 7,00 no vale Natal. “Os trabalhadores reafirmam a disposição de retomar a greve com o único objetivo de fechar acordo na mesa”, ressalta Francisco Wagner Monteiro, Chicão da CUT, diretor do Sinergia-CUT/Sindluz.

Diante deste impasse o presidente do TRT da 15ª RegiãoLourival Ferreira dos Santos, após advertir a CPFL de que um acordo na mesa era melhor do que judicialização, ou seja, “o molho pode ficar mais caro do que o peixe”, marcou data para o julgamento para 10 de agosto.

A decisão do juiz do TRT da 15ª Região permite um bom espaço de tempo para que a empresa reflita e reabra as negociações com propostas apreciáveis pelos trabalhadores, já que a proposta apresentada no Tribunal já havia sido rejeitada pela categoria, o que provocou a greve por tempo indeterminado.

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