Dilma vai recomendar plebiscito sobre novas eleições em carta

Além disso, a presidenta explicou que pretende comparecer pessoalmente para fazer sua defesa quando o caso for julgado pelo plenário do Senado, entre final de agosto e início de setembro. “Eu quero muito ir. Depende das condições. Como o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, presidirá [o julgamento], acredito que haverá condições”, afirmou.

Plebiscito
A realização de um plebiscito depende de aprovação do Congresso – mesmo que Dilma consiga retornar à Presidência, não poderia convocar a consulta sozinha, teria que contar com a aprovação pelo Congresso, onde o PMDB de Temer e Eduardo Cunha tem maioria. Na entrevista, a presidenta Dilma reconheceu essa dificuldade, mas ressaltou que é necessário apenas o apoio da maioria simples dos congressistas (metade dos presentes na sessão) para convocar um plebiscito. “Acredito que nós temos que lutar para viabilizar o plebiscito. Pode ser difícil passar [no Congresso], a eleição direta foi também. Nós perdemos quando nós defendemos as Diretas Já [campanha pelo voto direto em 1984] e tinha milhões de pessoas nas ruas. Perdemos num momento e ganhamos no outro”, afirmou.

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