Temer quer corte de 45% do orçamento das universidades federais

Na comparação com 2016, o facão de Temer vai representar um agravamento da da crise enfrentada pelas instituições, que já tem redução de programas e contratos, por conta da situação econômica do pais. A previsão de recursos para 2017 foi publicada nesta semana no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle, portal do Ministério da Educação (MEC) que trata do orçamento. Para tentar justificar o corte, o governo Temer disse que a previsão atual é realista, “diferente de anos anteriores, em que o orçamento passou por contingenciamentos”.

Para Ângela Paiva, presidente da Andifes, a associação nacional dos dirigentes das federais e reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é “injustificável” a redução. “Mesmo se o orçamento fosse igual ao de 2016, demandas importantes já ficariam descobertas”, enfatizou ao Estadão. A medida vai na contramão das ações feitas durante os governos Lula e Dilma, que destinaram grandes investimentos ao sistema federal de ensino superior, inclusive com aumento de vagas na graduação. Em 2014, por exemplo, havia 1,180 milhão de alunos na rede. Em 2004, as instituições federais reuniam 574 mil matrículas.