Condição pós-morte é tema de encenação teatral no CEU em Jaú

Espetáculo será encenado sexta (14), às 20h com entrada franca no Jd. Dona Emília

O trio da peça “Huis Clos – A portas fechadas” é a tração do Centro de Artes e Esportes Unificados sexta-feira (14). O auditório recebe a encenação de graça por meio do Circuito Cultural Paulista.

Em “Huis Clos – A portas fechadas”, três pessoas se encontram em uma saleta do inferno onde precisam se confrontar com a sua nova condição de vida pós-morte.

Trajetória do texto

A peça estreou no Brasil em 1950, encenada por Adolfo Celi no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), com Sérgio Cardoso (Garcin), Cacilda Becker (Inês), Nydia Licia (Estelle), além de Carlos Vergueiro, como criado.

Censurada na ocasião, foi retomada pelo diretor passados sete anos com novo elenco: Paulo Autran, Tônia Carrero, Margarida Rey, na mesma ordem, e o criado Oswaldo Loureiro. Em 1974, Person fez a sua própria tradução e direção no Auditório Augusta, com Luis Linhares (Garcin), Natalia Timberg (Inês), Lilian Lemmertz (Estelle), e Antonio Maschio, no papel de criado.

No Rio de janeiro, em 1977, os atores foram, também na mesma ordem, Otavio Augusto, Suzana Vieira, Vanda Lacerda, e Milton Luis no papel de criado. Quando o cineasta se debruçou pela primeira vez sobre este texto, a sua filha Domingas era uma criança.

Passadas mais de quatro décadas, a caçula se tornou atriz, produtora e também trabalha em televisão como apresentadora há mais de 15 anos. No teatro, atuou no musical dramático Lamartine Babo, de Antunes Filho, fez parte do elenco de Celebração, de Harold Pinter, e da comédia Confissões das Mulheres de 30, de Domingos de Oliveira.

Em Huis Clos, ela faz o papel de Estelle, uma mulher da alta sociedade, que ao lado da funcionária pública Inês (Michelle Boesche), forma a dupla feminina do triângulo completado pelo jornalista engajado e pacifista Garcin (Ivo Müller), todos servidos pelo criado Pedro Guilherme e dirigidos por Moschkovich.

“Eles se encontram em uma saleta do inferno, condenados a viver eternamente ali”, conta o diretor. “É nesse ambiente que Sartre desenvolve o seu discurso existencialista até chegar à célebre conclusão de que o inferno são os outros”.

 

Peça teatral “Huis Clos – A portas fechadas”

Sexta (14)

A partir das 20h – gratuito

Auditório do CEU no Jardim Dona Emília

 

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