Em dia de luta contra a Reforma da Previdência, Jaú e Bauru tiveram protestos

Ato contou com número expressivo de pessoas. “A ficha está caindo”, comemora presidente do Sindicato dos Calçadistas

 

Por: Redação STICJ

Em todo país cerca de 1 milhão de pessoas foram às ruas nesta quarta-feira, dia 15, contra a Reforma da Previdência e contra o presidente Michel Temer. Em Jaú, o protesto reuniu um número expressivo de pessoas na região central. Embora a mídia tenha tentado esconder os protestos e suas razões, as redes sociais repercutiram as manifestações e o debate sobre a Reforma da Previdência ganhou força. “Acho que ficha do povo está caindo, mas precisamos continuar nas ruas e nos locais de trabalho, conscientizando os trabalhadores e trabalhadoras sobre os perigos que esta proposta de Reforma apresenta. Será o fim da aposentadoria se a PEC 287 for aprovada pelo Congresso”, analisa Miro Jacintho, presidente do Sindicato dos Calçadistas.

Na região

Na cidade de Bauru também houve protestos. Um dos principais hospitais da cidade, o Estadual, amanheceu com enfermeiros paralisados por 1 hora. O atendimento aos pacientes não foi prejudicado. Ainda pela manhã, um grande número de manifestantes paralisou a Av. Rodrigues Alves, que cruza o centro da cidade. A via voltou a ser interditada no final do dia. A direção do Sindicato dos Calçadistas de Jaú participou do movimento. Outras cidades da região como Marília, Botucatú, e Avaré também registraram protestos.

Pontos da Reforma

Os principais pontos da reforma também são os que mais geram indignação popular. Se a PEC for aprovada, o trabalhador/a brasileiro terá que trabalhar até os 65 anos para ter o direito de pedir a aposentadoria. Mas para receber o valor integral, terá que contribuir por 49 anos consecutivos, ou seja, começar a trabalhar com 16 anos e nunca mais ficar desempregado, fato que foge da realidade do país. Além disso o tempo mínimo de contribuição para ter direito à aposentadoria proporcional subirá de 15 para 25 anos. A aposentadoria rural irá acabar pois haverá uma única regra para homens e mulheres, do campo ou da cidade. A pensão por morte também sofrerá perdas e a PEC prevê ainda o fim do acúmulo entre aposentadoria e pensão. Por outro lado, todos os privilégios dos políticos serão mantidos, como o do próprio presidente MichelTemer por exemplo, que se aposentou aos 54 anos e recebe mais de R$ 30 mil de aposentadoria.

Para quem já está aposentado também não existe nada garantido, já que o governo quer desvincular o salário mínimo dos benefícios, o que poderá representar a volta do “meio-salário”.

Propaganda enganosa

Os argumentos do governo para que a PEC 287 ganhe popularidade são mentirosos e ameaçadores. Recentemente a Justiça do Rio Grande do Sul proibiu a veiculação dos spots de rádio e propaganda televisa por considerar que o conteúdo não passa de marketing ameaçador e  sem base de dados comprobatórios, pois chega a citar que se a Reforma não for feita, o INSS poderá deixar de pagar os benefícios.

Entidades ligadas a vários setores denunciam que o argumento de que a Previdência está quebrada é falso, pois ela é superavitária. Somente no último período houve superávit de mais de 60 bilhões no sistema que integra a Previdência Social. Estas entidades denunciam ainda que há desvio de verbas para outas finalidades e o calote de grandes empresas não é levado em consideração, ou seja, o governo não toma nenhuma atitude para que os grandes devedores da Previdência paguem duas dívidas.

Fora Temer

Uma das frases de ordem mais ouvida nos protestos e hashtag campeã de posts no dia de ontem foi “#ForaTemer”. “O povo não quer Temer e sim votar em eleições diretas”, concluiu Jacintho.

 

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