Sindicato dos Calçadistas de Jaú reverte demissões “fora-da-lei”

Nos primeiros 5 meses do ano, Sindicato conquistou na Justiça do Trabalho a estabilidade no emprego para duas trabalhadoras. Entidade alerta para a importância da denúncia –

Por: Redação STICJ

Ruth Andreoli Silva passou grande parte de sua vida trabalhando na indústria calçadista na cidade de Jaú. Recentemente teve um problema de saúde e ficou internada por 12 dias. No mesmo dia em que retornou de seu afastamento, a trabalhadora, que é dirigente do Sindicato dos Calçadistas e da Federação dos Trabalhadores na Indústria Coureira, Calçadista e Vestuarista do Brasil, Fetracovest, recebeu Aviso Prévio das mãos do proprietário da Le Brillant. “Me senti desrespeitada. Sempre cumpri minhas funções dentro da empresa e tenho certeza que minha demissão foi em razão do meu engajamento nas ações sindicais”, desabafou a sindicalista que recorreu na Justiça, por meio do Sindicato dos Calçadistas,  para garantir sua estabilidade sindical.

Após decisão favorável à sua reintegração, Ruth foi à sede da le Brillant na tarde desta quinta-feira, 1.º de junho, acompanhada pelo presidente do Sindicato dos Calçaditas, Miro Jacintho, e do advogado da entidade, Marcos Toledo. A empresa acatou a decisão judicial e “dona Ruth” como é carinhosamente chamada em seu local de trabalho, deve retornar às suas tarefas normais na empresa na próxima segunda-feira, dia 5, na mesma situação de trabalho que tinha antes de sua demissão.

Na Avanzato, trabalhadora é readmitida após ordem judicial

Outro caso semelhante ao de Ruth Andreoli aconteceu na empresa Avanzato. Em fevereiro deste ano, a empresa demitiu a trabalhadora Andrea Rejane Cazola, que estava prestes a se aposentar. Após ação judicial movida pelo Sindicato dos Calçadistas, a Justiça do Trabalho reconheceu que Cazola estava em período pré-aposentadoria. “Existe a proteção na Convenção Coletiva da categoria que proíbe a demissão de trabalhadores/as que estejam prestes a se aposentar”, explica o advogado Marcos Toledo.

Para o presidente do Sindicato, os trabalhadores precisam denunciar. “O Sindicato está ao lado dos trabalhadores para combater as irregularidades e ilegalidades cometidas pelas empresas, mas muitos trabalhadores têm medo de denunciar. A entidade sindical só pode agir se tomar conhecimento dos casos”, explica Jacintho.

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