Reforma Trabalhista: A partir do dia 11 de novembro, trabalhadores poderão ser chamados para negociar a própria demissão

Lei sancionada por Michel Temer (PMDB) prevê perdas de metade da multa sobre o FGTS e trabalhador/a não terá direito ao Seguro-desemprego

 

Segundo levantamento do Congresso Em Foco, 37 dos 50 senadores que aprovaram o extermínio da CLT são empresários – ou seja, patrões diretamente interessados em aumentar os lucros explorando seus empregados, especialmente quando entrar em vigor a negociação individual entre trabalhador e empregador, sem a intermediação do sindicato, de itens como demissão voluntária, parcelamento de férias ou mudança da jornada de trabalho.

“É evidente que não vai ser uma negociação. O patrão ou seu preposto do RH simplesmente vai pressionar o trabalhador a aceitar as mudanças de regras. Se não aceitar, estará na rua e ponto final”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas,

“É importante alertar que os trabalhadores e as trabalhadoras que estão no mercado formal de trabalho, deverão ser chamados para ‘negociar’ a demissão voluntária que representa a perda de 20% da multa rescisória e ainda impede que o trabalhador ou a trabalhadora acesse o Seguro-Desemprego”, destacou Vagner. No caso da demissão negociada, o trabalhador só poderá sacar 80% do seu Fundo de Garantia.

Este é um dos presentes que os patrões ganharam de Michel Temer (PMDB) e seus aliados com a aprovação da Reforma Trabalhista, que passa a valer a partir de 11 de novembro.

 

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