Assembleia fortalece Campanha Salarial

Trabalhadores/as não aceitarão nenhuma retirada de direitos –

Reunidos em assembleia, na manhã deste domingo, dia 27, trabalhadores/as de diversas fábricas de calçados de Jaú reafirmaram que não aceitarão nenhuma retirada de direitos da Convenção Coletiva. Neste sentido, a proposta patronal em excluir a cláusula que garante fiscalização e acompanhamento do Sindicato nas rescisões contratuais, foi rejeitada por todos presentes.

Salário

A categoria decidiu aceitar a contraproposta patronal sobre o reajuste do piso salarial de 7,26%. Com relação as demais faixas salariais, não houve concordância na reposição somente da inflação do período que é de 2,56%.  Para os trabalhadores, o aumento real é imprescindível, pois somente assim poderá haver algum tipo de valorização dos salários.

Cesta básica

A empresa ofereceu um reajuste na cesta básica no valor de R$ 7,00 e não concorda em redefinir os critérios para o recebimento do valor integral do benefício.

Os trabalhadores/as presentes na assembleia consideraram o valor da contraproposta das empresas muito baixo e decidiram manter a reivindicação inicial de R$ 220,00 e revisão dos critérios. “O fato da empresa descontar grande parte da cesta-básica por conta de faltas, mesmo justificadas, tem causado diversos transtornos aos trabalhadores, inclusive sobre saúde, pois até mesmo atestados médicos são rejeitados”, afirmou Miro Jacintho, presidente do Sindicato.

Paralisações poderão ocorrer a partir do dia 4 de setembro

A assembleia aprovou um “Plano de Lutas” que será executado se as negociações do dia 31 de agosto não avançarem. Neste caso, a partir do dia 4 de setembro, haverá paralisação nos principais locais de trabalho.

Participação

A assembleia desse domingo foi uma das mais participativas desde a retomada do Sindicato pelos trabalhadores. Na semana passada, foram realizadas diversas atividades nos locais de trabalho com ampla adesão da categoria.

Empresas autoritárias

Em algumas fábricas, os patrões escancaram o autoritarismo e tentaram impedir a ação sindical. Na Mariotta, um gerente agrediu um sindicalista. Na tentativa de desmobilizar os trabalhadores/as, o Sindicato Patronal lançou uma Nota Pública caluniando o Sindicato dos Trabalhadores. “Todas estas ações serão combatidas no campo jurídico. Não vamos permitir que os patrões se utilizem de práticas criminosas para intimidar a organização e a mobilização dos trabalhadores/as frente o direito legítimo de reivindicar”, garante Jacintho.

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