Em sessão da Câmara, Sindicato denuncia irregularidades cometidas por empresas de calçados

Miro Jacintho, presidente da entidade, falou para vereadores e sociedade, sobre a dura realidade dos trabalhadores calçadistas de Jaú

 

O Sindicato dos Trabalhadores Calçadistas  utilizou a Tribuna da Sessão da Câmara Municipal de Jaú, realizada nesta segunda-feira, 29, para denunciar irregularidades cometidas por grande parte das empresas de calçados instaladas na cidade.

O presidente da entidade, Miro Jacintho, falou – por 10 minutos –  de situações como a não aceitação de atestados médicos; falta de registro em carteira;  péssimas condições de trabalho;  e terceirizações ilegais por meio de Bancas irregulares,  com incidência de trabalho infantil, falta de medidas protetivas à saúde dos trabalhadores/as, descumprimento da legislação trabalhista e sonegação fiscal.

 

Campanha Salarial

Jacintho falou ainda da possibilidade real sobre a deflagração de uma greve da categoria, mediante a negativa de todas as reivindicações dos trabalhadores. “Mesmo com a produção em alta, o Sindicato Patronal está negando aumento real nos salários. O vale cesta-básica é irrisório e os trabalhadores são obrigados a permanecerem na fábrica mesmo doentes, pois as empresas descontam parte do benefício, mesmo no caso de faltas justificadas”, informou.

 

Atestados Médicos

Uma das principais denúncias feita pelo Sindicato junto aos vereadores, foi sobre o fato das empresas, sob conivência do Sindicato Patronal, não aceitarem nenhum tipo de atestado médico de profissionais do SUS ou da rede particular. “Para descumprir a Lei, as empresas argumentam que os médicos de Jaú emitem atestados falsos. É uma acusação grave, que não justifica o descumprimento da Lei”, argumentou o sindicalista.

“A Lei diz que todos os atestados devem ser aceitos. Se a empresa desconfiar de fraude, deve investigar. Caso a fraude seja comprovada, o trabalhador/a pode ser demitido/a por justa causa e o profissional médico denunciado para o Conselho Regional de Medicina”, concluiu.

 

Reforma Trabalhista

O Sindicato repudiou, mais uma vez, a proposta do Sindicato Patronal sobre o adiantamento dos efeitos devastadores da Reforma Trabalhista. “Os patrões querem impedir a fiscalização nas homologações. Não vamos admitir que as portas se abram para o calote nas verbas rescisórias. Sabemos bem o que está por trás de tal proposta”, frisou Jacintho.

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s