Campanha Salarial: “Mobilização dá resultado”

Em nova rodada de negociações, patrões concedem aumento real em todas faixas salariais e concordam em aceitar atestado médico para garantir “cesta integral” –

 

A confiança dos trabalhadores no Sindicato e a demonstração de mobilização dada nos últimos dias, fez com que os patrões retornassem um pouco mais flexíveis às negociações salariais. Na última rodada, realizada nesta quinta-feira, 31, o Sindicato Patronal fez uma nova contraproposta, garantindo aumento real para todas as faixas salariais e novas regras para concessão integral do vale-cesta básica, que passaria para R$ 175,00.

 

Salários

A nova contraproposta garante a reposição integral da inflação (2,56%), mais aumento real para todas as faixas salariais. O piso da categoria seria reajustado em 7,26%, sendo 4,7% de valorização real.

Para as demais faixas salariais, o reajuste seria de 3,56%, (1% de aumento real). Antes da mobilização, os patrões negavam qualquer índice acima da inflação.

 

Cesta-básica

O Sindicato Patronal concordou em rever os critérios para o recebimento integral do benefício, que passaria para R$ 175,00, um aumento de R$ 12,00. Antes da mobilização, os patrões ofereciam R$ 7,00 de aumento no vale cesta-básica e se negavam a negociar novos critérios.

Com a nova proposta, os atestados seriam encaminhados para o médico/a da empresa. Ao rejeitar o documento, o médico/a teria a obrigatoriedade de escrever um parecer técnico explicando os motivos da negativa. O trabalhador teria livre acesso ao parecer, que seria enviado também ao Sindicato dos Trabalhadores. “Esta nova regra praticamente acaba com o desconto compulsório no caso de faltas justificadas por motivo de doença. Ao receber o parecer, o Sindicato irá avaliar se os motivos são reais ou apenas uma tentativa de beneficiar a empresa. Ainda não é o ideal, mas é um avanço em relação ao que temos hoje”, declarou Miro Jacintho, presidente do Sindicato.

No caso das faltas que não tenham motivo de saúde, o desconto continuaria sendo efetuado e o valor da “cesta” cairia para R$ 105,00.

 

Garantia de direitos

Os patrões recuaram sobre a proposta de retirar da Convenção Coletiva, a cláusula que garante que as homologações sejam feitas no Sindicato. Todos os assuntos que envolvem a Reforma Trabalhista e eventuais prejuízos para os trabalhadores/as, deverão ser pauta de novas negociações no mês de outubro. “Para nós, é importante debater todos os pontos da Reforma Trabalhista e tentar garantir os direitos por meio da negociação coletiva”, avalia Jacintho.

 

Assembleia

O Sindicato realizará, a partir dessa sexta-feira, 1.º de setembro, reuniões nos locais de trabalho para discutir a nova contraproposta patronal. Uma assembleia geral acontecerá no dia 10 de setembro, às 8h30, na sede do Sindicato (rua Marechal Bitencourt, 1188). Será quando os trabalhadores/as decidirão se aceitam ou rejeitam os índices e condições oferecidas pelo SINDICALÇADOS.

“Vale lembrar que, caso os trabalhadores/as decidam rejeitar esta nova contraproposta, iniciaremos o plano de luta já aprovado, que inclui paralisações graduais em todos as fábricas”, explica Flávio Coutinho, dirigente do Sindicato.

 

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