Patrões travam negociações, negam todas as reivindicações dos calçadistas e propõem “zero” de reajuste no vale cesta

Reposição integral da inflação nos salários foi garantida após denúncia do Sindicato no Ministério do Trabalho.

Por: Redação STICJ

Primeiro o Sindicato patronal se negou em realizar as reuniões para negociação da pauta de reivindicações. Somente pós denúncia do Sindicato dos Calçadistas no Ministério do Trabalho em Bauru, os patrões abriram as negociações e concordaram em reajustar os salários, ainda no mês de julho, em 3,53%, valor correspondente à reposição integral da inflação acumulada nos últimos 12 meses. Contudo, o Sindicato patronal não está disposto a negociar nenhum outro item da pauta.
Foi o que os negociadores patronais demonstraram em 4 reuniões. Eles negaram todas as reivindicações da categoria e reafirmaram que não irão conceder aumento real, nem sequer reajustar o valor do vale cesta. “Na última reunião, realizada no dia 3 de agosto, reivindicamos aos representantes patronais a reposição integral da inflação também no vale cesta a partir do mês de julho, evitando assim maior desvalorização do benefício enquanto a luta por aumento real continua”, explicou Miro Jacintho, presidente do Sindicato.

Mobilização

A única forma de fazer com que os patrões respeitem as reivindicações dos trabalhadores será a mobilização e consequente paralisação da produção. “Nós fizemos a nossa parte. Esgotamos todas as possibilidades de negociação e o Sindicato patronal só enrolou. Agora, vamos intensificar as conversas nos locais de trabalho e, se for a vontade da categoria, estamos preparados para a greve”, frisou Jacintho.

Justiça do Trabalho pode julgar impasse

A direção do Sindicato dos calçadistas lamenta que os patrões tenham colocado fim nas negociações sem, ao menos, terem negociado algo. “Não descartamos a instauração de dissídio coletivo, contudo, vamos mobilizar a categoria para protestar pela forma com que os patrões estão tratando os trabalhadores”, declarou o representante dos trabalhadores.

Dissídio coletivo é quando as negociações não avançam e as partes sugerem que a Justiça do Trabalho julgue o impasse.

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