Em assembleia, calçadistas aceitam contraproposta patronal e sindicato assina nova Convenção Coletiva

Salários tiveram reposição integral da inflação e cesta básica teve aumento real.

Por: Redação STICJ

No último sábado, 25, aconteceu a assembleia para apresentação da contraproposta patronal sobre as reivindicações da categoria. Por unanimidade, os trabalhadores decidiram que o Sindicato deveria aceitar a reposição integral da inflação nos salários, que foi de 3,53% e aumento de 5,71% no vale-cesta, o que corresponde a 2,18% de aumento real. Na tarde dessa segunda-feira, 27, a nova Convenção Coletiva foi assinada.

 

Direitos garantidos

Todos direitos da Convenção Coletiva, incluindo piso salarial que passou para R$ 1.114.18. e o novo vale-cesta de R$ 185,00 está garantido por mais 1 ano. “Esta foi a primeira negociação com a reforma trabalhista em pleno vigor. Os patrões só querem saber de retirar direitos e nada mais. Eles queriam dar 0% de reajuste. Foi a negociação coletiva, feita pelo Sindicato,  que garantiu mais 1 ano da Convenção Coletiva. Sem ela, direitos como piso salarial, reajuste nos salários e o pagamento do vale-cesta deixariam de ser obrigatórios. O fato da categoria continuar contando com a Convenção Coletiva já é uma vitória”, analisou Miro Jacintho, presidente do Sindicato.

 

Sem Sindicato, sem direitos

Com a reforma trabalhista, a única forma de garantir direitos básicos é a negociação coletiva. Por essa razão, os trabalhadores devem continuar fortalecendo o Sindicato, pois, sem ele, não haverá a garantia sobre nenhum direito. “O governo e os patrões querem acabar com os Sindicatos e tem trabalhador caindo nesse jogo. A destruição da entidade sindical só interessa às empresas que querem ter o caminho livre para terceirizar, diminuir salários, parcelar férias, deixar de pagar o piso e o vale-cesta, além de dar calote nas rescisões. Cabe ao trabalhador entender esse jogo e se proteger se filiando e contribuindo com o Sindicato”, alertou Jacintho.

 

Tendência é que a Convenção Coletiva valha apenas para quem contribui com o Sindicato

Além de destruir direitos, a reforma trabalhista possibilita que a Convenção Coletiva proteja apenas quem contribuiu com o Sindicato. Esse é o entendimento do Ministério Público do Trabalho que já tomou decisões favoráveis a sindicatos que firmaram acordos cujos  benefícios que não são garantidos por Lei,  como cesta-básica, por exemplo, são exclusivos de  sócios e contribuintes.

Seguindo essa nova tendência, em Jaú, trabalhadores do Hospital Amaral Carvalho só têm direito à cesta básica se contribuírem com o Sindicato.

 

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