Após migração de empresa de calçados de Jaú para cidade vizinha, setor fechou 510 vagas de emprego

Problema no setor prejudica toda a sociedade

 

Segundo dados levantados pelo Departamento Intersindical  de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, Dieese, a indústria calçadista de Jaú empregava 4.304 trabalhadores em julho de 2018, 510 empregos a menos do que o registrado em dezembro de 2017, o que representa uma queda de 11,8% no total de empregos com relação ao último levantamento feito no início do ano. No geral, o desemprego afeta 12,3%. Em todo país são 12,9 milhões de pessoas desempregadas. Se contar aquelas que desistiram de procurar emprego e estão sobrevivendo por meio do trabalho informal (sem registro em carteira), o número chega à 27,6 milhões.

Os dados revelam ainda que no período entre janeiro a julho de 2018, houve alta rotatividade do emprego no setor em Jaú. “As indústrias de calçados desligaram 2.074 trabalhadores e admitiram 1.564, o que resultou no saldo negativo de 510 vagas”, diz nota técnica.

O salário médio dos trabalhadores contratados em 2018 foi de R$ 1.400,33, valor 0,7% inferior ao salário médio dos trabalhadores demitidos (R$ 1.410,57).

“Recentemente 1 empresa de porte médio migrou de Jaú para Dois Córregos.  Outro problema recorrente é o aumento da terceirização de forma extremamente precária por meio das bancas. A grande maioria dos trabalhadores em bancas não são registrados e este é um problema que fica na conta de toda a sociedade assim como a migração das plantas industriais”, apontou Miro Jacintho, presidente do Sindicato.

 

Convenção Coletiva protegeu os salários

A fixação do piso salarial por meio da Convenção Coletiva evitou que um dos principais efeitos da reforma trabalhista, que é o rebaixamento dos salários, afetasse a categoria. Segundo os dados levantados pelo Dieese a média salarial dos calçadistas de Jaú se manteve estável em cerca de R$ 1.400,00.

“As novas formas de contratação autorizadas pela reforma trabalhista representaram queda na massa salarial. Graças à Convenção Coletiva, que estabelece o piso mínimo, as empresas do setor calçadista ainda não viram vantagem no contrato intermitente (por hora trabalhada), por exemplo. A nova convenção coletiva tem validade por 1 ano e a categoria precisa ficar atenta e mobilizada para que não haja retrocesso nos direitos já conquistados”, analisou Jacintho.

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