Nota oficial do Sindicato dos Calçadistas de Jaú

Práticas antissindicais do Grupo Mariotta e outras empresas

 

Desde junho de 2018, a direção do Sindicato dos Calçadistas de Jaú vem tratando da Campanha Salarial, cuja data-base é 1.º de julho. Foram realizadas dezenas de assembleias nos locais de trabalho e na sede da entidade, com propósito de democratizar as tomadas de decisões tanto no que se refere à pauta, como sobre a manutenção da entidade sindical por meio da fixação de taxa negocial, instrumento totalmente legítimo e fundamental para a continuidade das negociações coletivas, assessoria jurídica, assessoria técnica do Dieese e outros parceiros, ações de comunicação, carro de som, dentre outras.

No último dia 25, foi realizada uma assembleia na qual a categoria, de forma unânime, aceitou a contraproposta patronal. Assim, as negociações feitas pelo Sindicato resultaram na reposição integral da inflação, cujo índice foi de 3,53%, e aumento de 5,71% no vale cesta, o que corresponde à 2,18% de aumento real.

Mesmo a reforma trabalhista abrindo a possibilidade da validade de cláusulas específicas como vale cesta, por exemplo, apenas para sócios e contribuintes, o Sindicato manteve sua abrangência genérica e abriu prazo para que os trabalhadores apresentem oposição individual à Taxa Negocial.

Com o objetivo de enfraquecer o Sindicato e suas ações em defesa dos direitos da categoria, as empresas do GRUPO MARIOTTA (MARIOTTA, PARMA, DOMINIQUE, CORATTA ), além da FERRUCCI, HITS, SONIA MARIA M. PIRES, INJECEL, ADORA, SPANDERE, VIBER, KIZARINA e ALVES RIBEIRO, ENTRE OUTRAS,  promoveram a oposição em massa de seus empregados à Taxa Negocial, inclusive se utilizando de práticas ilegais como assédio moral, liberação do ponto e providência de transporte, exigindo ainda o retorno dos protocolos ao RH. As práticas dessas empresas são recorrentes. Em 2017 agiram da mesma forma.

Tal fato representa claramente o exercício de práticas antissindicais dessas empresas, que adotaram tal postura após a intervenção do Sindicato sobre ilegalidades cometidas por elas.

Por esta razão, o Sindicato está tomando todas as providências junto ao Ministério Público do Trabalho, Justiça do Trabalho, Ministério do Trabalho e outros órgãos competentes, incluindo entidades sindicais de grau superior como Central Sindical, Confederação e Federação.

O Sindicato informa ainda que por razões de segurança, sua sede se manteve fechada por toda a sexta-feira, 31, já que no dia anterior houve tumulto promovido pelas empresas acima citadas que enviaram centenas de trabalhadores de uma única vez para realizar o protocolo da  “carta de oposição à taxa negocial”, formando fila de espera, o que irritou os trabalhadores que descarregaram toda frustração nos atendentes da entidade. Na ocasião, um boletim de ocorrência foi aberto.

 

Claudemiro Jacintho – Presidente

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