Perícia médica judicial aponta que empresa do grupo Mariotta adoeceu auxiliar de pesponto

Em ação judicial movida pelo departamento jurídico do Sindicato, trabalhador exige  as indenizações cabíveis da Parma Pesponto

 

Por: Redação STICJ

A Parma Pesponto, empresa do grupo Mariotta, está respondendo na Justiça do Trabalho um processo movido por um trabalhador (por meio do departamento jurídico do Sindicato) sobre uma doença ocupacional adquirida no exercício da função de auxiliar de pespontador. Segundo laudo médico pericial, anexado ao processo, a empresa teria causado a perda de 36% a 50% da função laboral do trabalhador.

O processo aponta que a Parma Pesponto não ofereceu nenhuma condição para que o trabalhador exercesse sua função de forma ergonômica, pois “os equipamentos de trabalho não permitem variações posturais ou ajustes de fácil acionamento, sujeitando-se assim a movimentos repetitivos com posturas anti-ergonômicas”.

        

Caso pode ser comum nas empresas do Grupo Mariotta

O Sindicato está fazendo levantamento sobre todas as licenças de saúde junto ao INSS das empresas ligadas ao Grupo Mariotta, pois o laudo médico pericial suscitou a dúvida se outros trabalhadores em gozo da licença saúde teriam direito à licença por acidente de trabalho, que garante estabilidade no emprego e gera indenizações em caso de perda de capacidade laboral por falta de condições adequadas de trabalho. “Vamos a fundo nas investigações contra ilegalidades cometidas por estas empresas. Saúde e Segurança não são a prioridade delas e por isso vamos exigir o cumprimento de todas as normas cabíveis e, para tanto, recorremos à todas as instâncias judiciais. Continuaremos firmes na defesa dos trabalhadores das empresas do Grupo Mariotta”, destacou Miro Jacintho, presidente do Sindicato.

 

Denúncia

Na mesma situação das empresas do Grupo Mariotta, existem outras. O Sindicato alerta para a importância da denúncia. “Os trabalhadores precisam denunciar, mesmo de forma anônima, sempre que as empresas descumprirem normas de segurança no trabalho. O Sindicato não medirá esforços para que a Justiça obrigue estas empresas a oferecer um ambiente de trabalho saudável”, afirma Jacintho.

 

 

 

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