Justiça do Trabalho condena empresa MM Solados por jornada extenuante e calote nas horas extras

Empresa pode recorrer da decisão

Por: Redação STICJ

Imagine trabalhar das 18 horas até às 6 da manhã do dia seguinte, com apenas 30 minutos de intervalo, sem receber nenhum centavo de horas extras? Esta foi a reclamação de um trabalhador feita à Justiça do Trabalho contra a empresa MM Solados, por meio do departamento jurídico do sindicato.

Em decisão, a 1.º Vara da Justiça do Trabalho de Jaú considerou a jorna extenuante e determinou o pagamento de todas horas extras devidas, incluindo o acréscimo de 7,7 minutos na hora noturna e o tempo não incluído no intervalo de descanso, bem como o ressarcimento do adicional noturno até o término da jornada. A empresa, que teve suas testemunhas desconsideradas no processo por ter cargo de confiança e não emitir credibilidade ao Juiz, poderá recorrer da decisão.

 

Caso é comum em Jaú

O presidente do Sindicato, Miro Jacintho, considera que casos como desse trabalhador são comuns em muitas empresas de calçados de Jaú. Na opinião do sindicalista, falta atitude dos trabalhadores em fazer a denúncia. “Se todos os trabalhadores que são prejudicados todos os dias pela falta de pagamento de horas extras tomassem a mesma iniciativa que tomou esse trabalhador da MM, as empresas pensariam duas vezes antes de dar calote nas horas trabalhadas. O Sindicato tem um departamento jurídico altamente qualificado que está à inteira disposição da categoria, mas nossos advogados só podem agir se houver a denúncia”, ressaltou.

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