Reforma da Previdência: o que muda para os calçadistas?

A reforma da Previdência de Bolsonaro, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo governo neste mês de novembro, trará uma série de prejuízos para os trabalhadores calçadistas e demais categorias. Embora o regime de capitalização tenha sido barrado após uma intensa luta da classe trabalhadora, vários pontos aprovados vão impactar imediatamente no direito à aposentadoria e benefícios do INSS. Confira:

1) De forma geral, os trabalhadores/as terão que esperar até 65 anos (homens) e 62 (mulheres) para poder pedir a aposentadoria;

2) Mesmo os trabalhadores/as que se enquadram em algum tipo de transição, no geral, terão que trabalhar mais tempo e receberão um benefício menor.

3) Para a chamada “aposentadoria integral” serão necessários 40 anos de contribuição.

4) O cálculo da média salarial para a aposentadoria integral mudou e resultará na redução do valor do benefício.

5) Benefícios como pensão por morte e auxílio doença poderão ser menores que 1 salário mínimo.

Desemprego afasta ainda mais o sonho da aposentadoria

Com o emprego formal perdendo cada vez mais espaço para o trabalho informal (sem carteira assinada), o sonho da aposentadoria fica ainda mais distante. “Cada ano perdido, ficará mais difícil de recuperar na contagem de tempo para a aposentadoria”, avalia Miro Jacintho, presidente do Sindicato.

 

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