#CORONAVÍRUS: Sindicato reivindica decreto municipal para paralisação temporária das fábricas como forma de prevenir contágio

Diante da situação cada vez mais alarmante sobre o contágio por coronavírus na região, o Sindicato dos Calçadistas de Jaú reivindica publicamente do prefeito Rafael Agostini, a extensão das medidas do Decreto nº 7.679 para as fábricas e bancas de calçados.

O Decreto, publicado no último dia 20,  estabelece a suspensão, no período de 23 de março a 5 de abril, do  atendimento presencial ao público em estabelecimentos comerciais em funcionamento no Município de Jaú, exceto para farmácias; supermercados; açougues; hortifrutigranjeiros; quitandas e centros de abastecimento de alimentos; lojas de vendas de alimentação para animais; distribuidores de gás; lojas de venda de água mineral; padarias e postos de combustíveis.

O Decreto, que não vale para fábricas,  suspende também o funcionamento de casas noturnas, shoppings, academias, centros comerciais e demais estabelecimentos similares, e limita a lotação máxima de 15 (quinze) pessoas em caso de velório.

Negociação coletiva é fundamental para garantia dos empregos e pagamentos

O período de suspensão das atividades expresso no Decreto 7.679, se estendido para as fábricas e bancas de calçados,  não será suficiente para a contenção da transmissão que, de acordo com especialistas, deve aumentar no mês de abril. O desafio imposto à toda sociedade é impedir que o contágio chegue ao ponto de sobrecarregar o Sistema Único de Saúde (SUS) e resultar num colapso como o visto na Itália, por exemplo.

Neste sentido, o sindicato considera que a negociação coletiva continua sendo o caminho para que essa crise seja administrada para além do Decreto Municipal, fazendo com que as empresas estabeleçam protocolos permanentes até o fim da pandemia.

“A luta contra o coronavírus não vai terminar no dia 5 de  abril. A negociação coletiva é fundamental para o controle do contágio a médio prazo e para a garantia dos empregos e do pagamento dos salários. Mesmo antes do coronavírus, já acontecia de muitas empresas não pagarem seus funcionários. Nosso objetivo é impedir que más empresas se utilizem da pandemia para descumprir a lei e dar calote em seus empregados”, afirma Miro Jacintho, presidente do Sindicato.

 

 

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