Presidente da república defende reabertura das escolas e comércio

PRINCIPAIS PONTOS DO DISCURSO DE BOLSONARO EM REDE NACIONAL NA NOITE DE TERÇA, 24

Bolsonaro criticou o fechamento de escolas e comércio. Ele chegou a questionar o motivo do fechamento de escolas se o grupo de risco principal é formado por idosos.

Com isso, o presidente demonstrou total desconhecimento da realidade dos filhos e filhas de trabalhadores que frequentam a escola em meio período e depois, muitas delas, ficam sob a guarda das avós. Além disso, esse tem sido o procedimento padrão em quase 160 países.

O presidente se posicionou contra o fechamento de comércios e outros locais e trabalho, medidas adotadas por governadores e prefeituras.

Sua fala, nesse sentido, deve ter agradado comerciantes e donos de bares e restaurantes que, infelizmente, tiveram que baixar as portas por determinação de Decretos municipais e estaduais. Mas  vale lembrar que a maioria da população trabalhadora, inclusive os calçadistas, está preocupa com o contágio e defende a suspensão das atividades, mesmo que por apenas alguns dias. O isolamento social tem sido a principal defesa contra a propagação do vírus em todo o mundo e é o método mais defendido por especialistas da Organização Mundial da Saúde e outros órgãos competentes.

Muitos países, invés de criticar essa atitude, têm oferecido subsídios para a manutenção dos empregos e da renda, bem como para a manutenção dos negócios.

Bolsonaro defendeu a normalidade diante do vírus, sem apresentar contrapontos

Um dos pontos mais repudiados do seu discurso, foi quando o presidente disse que para proteger empregos e o sustento da família, é preciso voltar à normalidade. Segundo especialistas, sem as medidas já adotadas no Brasil, a situação já poderia ter saído do controle do Sistema Único de Saúde. No entanto, além de eficazes, as medidas são de extrema necessidade nesse momento em que a curva de contágio segue em alta no país.

Bolsonaro fala de um remédio que o seu próprio ministro de saúde já havia dito pra população não usar

Sem maiores referências, Bolsonaro anunciou uma suposta cura por meio de um medicamento chamado cloraquina, mas não mencionou as orientações do Ministério da Saúde de que a população não deve tomar o medicamento como forma de prevenção, que não há estudo que comprove a eficácia do medicamento no tratamento dos contagiados e que há efeitos colaterais.

Diferente de outros países da Europa, América do Norte e até mesmo na América Latina, o  presidente do Brasil não anunciou  nenhuma medida econômica para atenuar a crise causada pelo coronavírus.

 

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